Gente é story, não é feed!

Como você percebe o mundo e as pessoas com as quais convive ou conviveu? Sabia que isso pode impactar a sua habilidade de se relacionar com outras pessoas?

Eu uso o termo “fotografia” quando me perguntam sobre uma pessoa. Como fulano é? “então, a foto que eu tenho…”

Sabe porquê? Porque o que você tem de uma pessoa é uma foto, um registro de um momento que você viveu ou talvez uma situação que você presenciou com alguém, mas isso não é nem de longe “A pessoa”. Porque pessoas mudam. Diariamente nós morremos e renascemos com novas perspectivas sobre as mesmas coisas. É claro que temos coisas que não mudam, pois são nossos valores de base.

Então sempre que alguém diz “te conheço há 10 anos e você sempre foi assim”… normalmente é algo que conversa com seu valor pessoal. É quase que estático, porque até valores/crenças podem mudar em escala de importância.

Do mesmo modo somos capazes de reconstruir crenças e observar a mesma situação sob outro prima, ressignificando experiências vividas. A neurociência já comprovou que nosso sistema nervoso está preparado para se modificar conforme as nossas vivências, necessidades, estímulos e o ambiente em que estamos inseridos.

Tem momentos que são referentes ao momento em si. Você pode estar mais fragilizado, mais enérgico, mais egoísta…

Talvez ‘quem tirou a foto’ não saiba que quando te conheceu você estava saindo de um relacionamento ruim, buscava pelo seu sonho ou estava construindo sua autoestima… Cada um vive guerras internas que só ele conhece.

O que quero que avaliem é que quando você tem uma experiência com uma pessoa com a qual você não convive mais diariamente e conta para todo mundo que “fulano é assim”. Você pode estar prejudicando o processo de mudança de outra pessoa, do mesmo modo que você já deve ter se sentindo “incompreendido”.

Quer exemplos?

Quantas vezes você já conheceu alguém e disse que ela era diferente do que tinham falado dela? Foi a um lugar e viu que na foto que postaram era mais bonito?

Foto é ângulo e momento. Guarde as que você tira das pessoas para você.

Não tire do outro o direito de ser melhor que ela é hoje, amanhã e depois de amanhã…E não abra mão do seu direito de buscar ser melhor a cada dia, porque lhe conheceram assim.

Entender que pessoas são diferentes seres em construção vai lhe ajudar a ser mais empático e respeitar o tempo e limite de consciência de cada um. Inclusive o seu tempo e isso vai permitir que tenha compaixão com você mesmo e com seus erros.

Como diria Gonzaguinha “a beleza de ser um eterno aprendiz’

Porque gente é story, não é feed. Não somos estáticos, somos movimento e aprendemos diariamente.

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